O QUE É O XAMÃ
O QUE É O “XAMANISMO”?Da Agenda: O XAMÃ
Mircea Eliade, um dos maiores estudiosos do xamanismo, explica que a palavra “xamã” vem da palavra saman do dialeto tungue, aparentada ao termo sânscrito sramana e ao pãli samana, que significam “homem inspirado pelos espíritos”. Como decorrência destes significados, associou-se a idéia do maná a um campo de força e energia sobrenatural inerente a determinados indivíduos ou objetos que mantém alguma relação com o que está oculto e é sagrado. Assim, o xamanismo pode ser entendido como uma prática ritualística que visa adquirir a “força maná” para que seja possível acessar outras realidades diferentes desta que conhecemos.
No geral, os antropólogos, etnólogos e historiadores das religiões consideram o xamanismo como um sistema primitivo de crenças, suplantado e superado pelas religiões hierarquizadas modernas. Entretanto, principalmente desde que Carlos Castañeda tornou público seus aprendizados com um xamã mexicano chamado Dom Juan, um número crescente de pessoas tem procurado ampliar a ligação com o divino por meio daqueles rituais e técnicas “primitivas”, abrindo a consciência para outras realidades, deixando num segundo plano suas dependências para outras realidades, deixando num segundo plano suas dependências espirituais para com os sacerdotes das Igrejas. Em parte, isso decorre da falta de respostas para muitos dos conflitos internos que as pessoas estão enfrentando, porque as Igrejas não apresentam respostas à contento; por outro lado, vão em busca de cura e de experiências espirituais mais “concretas”, ou mesmo de uma fonte de conhecimento sobre ecologia, dada a ênfase nas relações harmoniosas entre o ser humano e o planeta que o xamanismo propõe.
Algumas características distinguem o xamanismo de outros métodos ocidentais de “re-ligação” com o divino. A principal delas é entrar em êxtase e acessar o mundo oculto pela via direta, sem intermediários. Alguns podem denominar este estado diferenciado como um simples “transe”; entretanto, podemos classificá-lo como uma mudança de estado de consciência obtida pela pessoa ao entrar em contato com outras realidades (mundos paralelos a este que conhecemos). Também existem as “viagens”, os “vôos mágicos” (jornadas ou viagens xamânicas) para entrar em contato direto com os “espíritos” (seres pertencentes àquela outra realidade) em busca de diversos tipos de conhecimento, ou mesmo para auxiliar aqueles que chegam ao momento da morte física. Estas são experiências que ocorrem por desdobramento astral ou mental, em estado de vigília ou durante o sonho, com o xamã parcial ou totalmente consciente das situações apresentadas.
O modo como são feitos os rituais também caracteriza o xamanismo. Os xamãs vêm usando desde tempos muito antigos vários tipos de estímulos externos para alcançar estados alterados de consciência: cânticos sagrados, objetos cerimoniais (penas, ossos, garras de animais, cachimbos, pedras e cristais, etc), danças, ingestão de plantas psicoativas, sons (de flautas, apitos, chocalhos, animais), e batidas de tambor. O objetivo disso é deslocar a percepção desta realidade tridimensional e levá-la a se abrir para os mundos internos pertencentes aos universos paralelos. Em outras palavras, é um esforço direcionado a desativar em parte a mente racional para permitir o acesso direto à mente intuitiva, juntamente com o preparo correto das emoções. Quanto aos sons ritmados, sua primeira função é promover uma conexão ao pulsar da Mãe-Terra, integrando assim a pessoa à harmonia da Vida (o que lhe possibilitará encontrar a harmonia que traz a cura), ou para entrar em sintonia com algum espírito que possua este padrão de pulsação, ou mesmo deslizar em harmonia pelos vários corredores dimensionais que existem naturalmente no planeta; uma segunda função é atuar como referencial para que a consciência das pessoas que participam do ritual possa retornar de forma segura aos seus corpos físicos ao término da cerimônia, evitando que se percam nas suas viagens em busca de outras realidades.
Outra característica marcante do xamanismo é a interação direta ou indireta com outros seres da natureza. Nuvens, montanhas, árvores, pedras, ventos, insetos, rios, os animais marinhos e terrestres, a Terra, etc., todos possuem consciência própria e poderes específicos, no entender do xamã. Assim, quando este entra em contato com um espírito de natureza, pode dialogar ou mesmo se fundir a ele, compartilhando da sua força e sabedoria.
Para um homem ou uma mulher ser considerado um xamã (e não somente um curandeiro ou médium), existem seis requisitos básicos que, de certa forma, indicam os dons, o esforço pessoal, e o tempo necessário para uma preparação xamânica completa:
1) Ter a capacidade de ser um conselheiro: saber ajudar os outros a usar seus dons pessoais, sua magia pessoal, e guiá-los por um caminho de vida mais produtivo e em prol do bem comum;
2) Ter o conhecimento da História dos Mundos, da Criação: saber seu lugar dentro do Todo, sua origem e a de seu povo, além de obter o referencial seguro do espaço-tempo no qual vive;
3) Ser um curador físico, emocional, mental e espiritual para um indivíduo, para um grupo ou Nação, ou mesmo para o planeta: conhecer os processos de cura natural da Mãe-Terra por meio das ervas, do contato com a sabedoria dos Animais de Poder, das Direções, das Forças da Natureza, dos Quatro Espíritos Chefes (os Quatro Elementos), do Povo das Estrelas e dos seres que habitam outras realidades;
4) Ter a capacidade de empreender “vôos mágicos”: ser capaz de fazer desdobramento astral ou mental conscientemente (no estado de vigília ou em sonho) toda vez que for necessário, trazendo mensagens especiais ou métodos de cura específicos;
5) Em algum momento da sua vida, transmitir seu conhecimento para outras pessoas: todas as experiências precisam ser compartilhadas para que os processos de cura e a sabedoria dos ancestrais sejam despertados nos corpos e nas mentes de muitos, alterando gradualmente a estrutura da realidade vivenciada por todos nós;
6) Ter penetrado nas próprias trevas interiores, enfrentado e vencido seus medos mais sombrios, após diversas Mortes Rituais: conhecer diretamente a origem da dor e do sofrimento humano traz a compaixão e o Amor Incondicional que a ninguém julga, por descobrir que tudo tem a sua razão de ser como é; também, conhecer tais regiões faz desenvolver habilidades especiais, permitindo lidar com feitiços, magia negra e obsessores, sem se deixar envolver por inseguranças.
Vistos dessa forma, os xamãs são guias espirituais da sua comunidade; são homens e mulheres que seguem uma crença baseada no respeito e interação profunda com a Mãe-Terra; são pessoas que possuem a capacidade de contatar todas as criaturas de luz e sombra e todos os Reinos (inclusive as pertencentes às realidades paralelas às quais têm acesso por meio de estados alterados de consciência) para ajudar a manter o equilíbrio físico, emocional, mental, e espiritual de quaisquer membros da sua sociedade, ou mesmo do planeta como um todo.
O fenômeno xamânico não deveria ser visto como algo sobrenatural ou primitivo (mesmo que muitos dos xamãs ainda vivam longe da civilização em condições precárias, falando e invocando forças numa linguagem com significados e objetivos estranhos para nós). Atualmente, em diferentes culturas se encontram instituições de desenvolvimento espiritual que ensinam como fazer a expansão da consciência durante os desdobramentos astrais ou mentais para contatar as realidades paralelas (às custas de muita disciplina interior e exterior) e como utilizar técnicas de cura das mais variadas (quelações, ervas medicinais, induções mântricas, aromaterapia, radiestesia, etc), além de conduzirem seus discípulos a testes iniciáticos dificílimos, com Mortes Rituais explícitas. Também existem alguns centros de pesquisa (Instituto Monroe, por exemplo) que trabalham há vários anos desenvolvendo métodos – com auxílio de tecnologia moderna ou não – provocando nos voluntários resultados paranormais semelhantes aos “dons xamânicos”, e alguns governos têm trabalhado com “videntes remotos” para a resolução de crimes complexos, ou mesmo para dinamizar a espionagem executando “vôos mágicos”. E esta antiga arte de cura vem sendo estudada por médicos, que introduzem nos seus processos terapêuticos os conhecimentos obtidos dos xamãs, ou procuram aprender com eles a entrar numa comunhão Maior com seus pacientes para obter um diagnóstico mais eficaz. Segundo P. Drouot: “há uma expressão moderna que engloba, todos os estados espirituais, místicos, religiosos, mágicos, parapsicológicos e xamânicos: a experiência transpessoal. A natureza notável da experiência transpessoal torna-se evidente quando a comparamos à nossa percepção cotidiana do mundo com os limites julgados normais e inevitáveis. No estado de vigília, nos percebemos como corpos materiais sólidos. É verdade que somos limitados em nossa percepção do mundo pela gama dos nossos sentidos e pela configuração do meio ambiente. Percebemos então a nós mesmos como um jogo energético ou um campo de consciência conectado a esta entidade viva: a Grande Mãe-Terra.”
Enxergar a nós mesmos como energia nos leva à ciência. Os físicos já reconhecem que o universo tem mais do que três dimensões, com “buracos de minhoca” que podem nos levar a espaços-tempos diferentes, para dimensões diferentes. Quando surgiram as teorias sobre a dualidade onda/partícula da física quântica, alterando profundamente a concepção da natureza da matéria como “blocos básicos” isolados entre si, a idéia do que considerávamos como “sólido” e “real” aos nossos cinco sentidos passou a ser questionada. Em seguida, a composição holográfica do universo se tornou um fato científico e, recentemente, surgiu o conceito matemático da existência de uma interação direta e instantânea entre quaisquer partículas (indo além da realidade de Einstein, na qual a velocidade máxima que uma partícula pode viajar – e interagir – seria a velocidade da luz). Isso nos diz que, em teoria, podemos interagir com qualquer parte do universo instantaneamente, porque funcionamos como uma teia energética viva de acontecimentos simultâneos, interligados e interdependentes, já que tudo e todos somos energia condensada. Os xamãs dos diversos povos já diziam sobre a existência de uma ordem universal em equilíbrio harmonioso; vêm nos ensinando que os pensamentos e comportamentos de cada indivíduo contribuem para o bem-estar ou mal-estar da sociedade e do planeta; afirmam há muito a existência de uma “rede”, de uma “teia de aranha” que tudo coordena e que nos permite contatar um número maior de experiências, ou mesmo todo o universo. Portanto podemos estar com a nossa consciência aqui e em outro lugar, simultaneamente.
Como resultado desta múltipla amplificação do ponto de vista sobre o xamanismo, podemos dizer que, se até pouco tempo atrás os xamãs viviam restritos apenas ao seio das tribos indígenas (ou nas colônias de pescadores e comunidades agrícolas afastadas), atualmente podemos encontrá-los também vivendo nas cidades como “xamãs urbanos”. Muitos possuem nível universitário ou profissões das mais diversas. Estes “novos xamãs” estão surgindo com a missão de trazer para o nível consciente da Humanidade atual um conhecimento de paz e harmonia naturais, latente em todas as pessoas, qual seja, saber o contato com a Mãe-Terra e com o Pai-Céu. Surgem como novos conscientizadores, propondo o desenvolvimento do lado direito do cérebro (despertar o lado intuitivo) para superar as fronteiras do espaço-tempo. São curadores da matéria e do espírito (como sempre foram os xamãs), só que agora aliando a sabedoria ancestral com as novas descobertas científicas, propondo reformulações de conceitos e paradigmas.
De uma maneira generalizada, podemos entender que as substâncias do corpo, as emoções desencadeadas, os pensamentos emitidos, enfim, tudo que somos pode ser traduzido por ondas e decodificado em freqüências. Assim, se permitirmos à nossa mente expandir a compreensão lógica com a ajuda dos conceitos diferenciados da física quântica, da tecnologia muito avançada e da medicina holística, podemos descobrir num futuro próximo as leis naturais que comandam a vida nas realidades sutis. Então, estas novas realidades deixarão de pertencer ao “oculto”, ao “sobrenatural”. Neste momento, as escolas esotéricas, a ciência e a psicologia se unirão, redescobrindo a unidade natural da Vida nas multidimensões. Quando isto acontecer, o sistema do mundo xamânico deixará de representar um simples aglomerado de crenças animistas classificadas como supestições. Os “ritos”, os “cânticos sagrados”, as “danças” e os “símbolos” deixarão de ter apenas uma interpretação metafórica; o tempo deixará de ser obrigatoriamente linear, possibilitando o “vôo mágico”, e o espaço vivenciado por nós poderá alcançar qualquer ponto da Terra, da galáxia ou além.
XAMANISMO
Por Léo Artese
A palavra Xamã tem sua raiz na Sibéria (originou-se com os Tungúsios, uma tribo mongol), vinda da palavra Saman, que significa “inspirado pelos espíritos”. O termo xamã foi adotado pelos antropólogos ao referirem-se a curandeiros, feiticeiros, etc., e referindo-se ao xamanismo como um conjunto de crenças ancestrais que estabelecem contato com uma realidade oculta a fim de obter conhecimento, poder, equilíbrio e saúde para si mesmo e para outras pessoas.
Origem e Propagação do XamanismoO xamanismo é encontrado em todas as partes do mundo, Sibéria, América do Norte, América do Sul, Austrália, Oceania, África, China, Índia, Tibete, (é a crença oficial na Coréia do Norte) etc. As semelhanças das práticas são notáveis. Segundo estudiosos, o xamanismo está presente há pelo menos 20.000 anos, sua origem levanta algumas possibilidades.
- Vindos da Sibéria, os xamãs teriam emigrado durante as grandes glaciações, seguindo rebanhos de renas, passando pelo estreito de Bering, e espalhando-se pelos continentes.
- Surgimento espontâneo em diferentes locais, com a possibilidade de comunicação astral, telepática entre eles.
- Seriam os primeiros xamãs seres extra-terrestrestres?
O Papel do XamãO xamã pode ser homem ou mulher, é o poeta, o mágico, o curandeiro, o conselheiro, o líder espiritual, o contador de histórias, etc. Sua principal especialidade está ligada aos processos de cura. Quando digo cura, não me refiro apenas ao corpo físico, mas também ao mental, emocional e espiritual.
Para atingir seus objetivos o xamã viaja por mundos invisíveis à realidade ordinária, recupera traços perdidos da alma de seus pacientes, conhece o funcionamento da energia universal, altera níveis de consciência sempre que deseja para obter orientação do mundo espiritual, conhece o uso do poder das pedras e das plantas, evoca seres elementais da natureza, utiliza instrumentos que lhe conferem poder, círculos de energia, etc.
Os xamãs são os verdadeiros guardiões da Mãe Terra. Honram a tudo o que tem vida, trabalham com símbolos naturais a do seu inconsciente e aprendem a interpretá-los para superar obstáculos.
Nunca estão sozinhos, sempre estão acompanhados do seu espírito guardião animal, e seus espíritos auxiliares.
O Xamanismo na Nova EraO xamanismo é a célula mater de todos os processos atuais da chamada Nova Era, que, na realidade de novo só tem o nome, pois o que temos feito é buscar respostas nas práticas ancestrais. O respeito pela ecologia e pelas condições ambientais, o reconhecimento do sagrado, a necessidade de expandir a consciência, a importância da vida espiritual, a ajuda ao próximo e a prática do amor universal é nossa linha filosófica.
Célula-mater porque dá origem a todas as práticas do movimento aquariano por exemplo; utilização de cristais, ervas medicinais, radiestesia e radiônica, energia das formas, mantras, posturas, técnicas de visualização, bastões, danças, banhos, passes, imposição de mãos, poder da palavra, vestimentas rituais, utilização dos elementos (terra, fogo, ar, água) canalizações espirituais.
Isto não significa, colocar o xamanismo no pedestal das práticas atuais, e sim dar uma referência histórica da prática religiosa mais antiga da humanidade, mesmo porque as práticas oriundas do xamanismo, também tiveram seu seguimento e expansão específicos.
O xamanismo vem resgatar a profunda conexão do homem com a Terra, nos ensina a honrar todas as formas de vida, pois onde há vida, está Deus (monismo panteísta). Compreendemos que todos os seres vivos possuem sua missão no plano universal, desde insetos, plantas, pedras, animais, até nós, seres humanos de duas pernas.
Fica difícil imaginar, que tipo de missão poderia ter um mosquito, ou uma barata, porém nada está na Terra por acaso, quando termina o tempo de uma espécie, a própria natureza se encarrega de encerrá-la, vide o exemplo dos dinossauros.
É indiscutível também as marcas do xamanismo nas grandes religiões: O ritual do Judaísmo na circuncisão, o batismo cristão, a iniciação do Crestos (Cristo) no deserto, a morte e o retorno à vida, as visões de Maomé, a busca da iluminação de Buda, os sete chacras etc.
Por sentirmos Deus nas diferentes formas de energia, consideramos Sagrado cada uma delas. Cada planta, cada pedra pode transmitir-nos ensinamentos de cura, aprendemos a decifrar as mensagens que vem dos ventos, reconhecemos que fazemos parte de uma grande família universal, que a Terra é a nossa mãe, nutrindo-nos, sustentando-nos, recebendo-nos a cada vida e nos acolhendo a cada morte.
Várias tradições xamânicas esperam por um novo tempo que virá com o retorno dos antigos xamãs, que reencarnariam em outros povos, com outra linguagem, com outra cor de pele, transmitindo a Linguagem do Amor Universal, promovendo o reencontro do homem com o Sagrado, para que possamos todos juntos caminhar na Beleza e na harmonia com cada ser vivo, caminhar em equilíbrio em nossa Mãe Terra.
O verdadeiro poder está em cada um de nós, ele provém do desenvolvimento de nossos dons, pode ser chamado de Eu Superior, Cristo Interior, Kundalini, Poder Mental, etc. O mais importante é reconhecer a centelha divina que cada um de nós possui por herança natural e saber como acessa-la. Entender que qualquer que seja o caminho espiritual escolhido, é preciso confiar, ter fé, entregar-se para poder integrar-se. Não temer a desilusão, pois a desilusão vem com a verdade, e, se você desconfia, você não se desilude, mas também não aprende e não conhece a verdade. É preciso acreditar que existe um Poder Superior que governa a lei de causa e efeito, e que aquele que busca a verdade com o coração aberto e a mente limpa, pode até cair, mas jamais ficará no chão.
O reconhecimento do Caminho da Verdade vem da expansão de nossa consciência obtida através da introspecção, de nossas experiências pessoais, do nosso contato com o divino, com o “religare”, pois muitos falam muito e ouvem pouco, muitos ensinam muito e praticam pouco, muitos recebem muito e quase nada dão.
Na Idade de Ouro da Humanidade o homem comunicava-se com seres celestiais, com espíritos da natureza, com sua divindade. Com o passar das eras, em nome do progresso, do avanço da ciência, a humanidade foi distanciando-se de sua essência espiritual. Para nós o verdadeiro Religare é a união de todo esse avanço conquistado pelo homem, por inspiração divina, sem nos esquecermos de que somos sagrados.
Respeitando e honrando pontos de vista, porém nunca desviando-se do caminho, deixamos o julgamento a quem deve julgar. Com passos lentos observamos e captamos mensagens verdadeiras que só vêm quando temos a nossa mente calma e silenciosa, e o coração cheio de amor. Devagar no caminho, mas com pressa de chegar.
No xamanismo busco minha verdade na Criação Divina, o mapa do caminho está escrito em cada vegetal, nas mudanças de estação, nas portas de cada direção cardeal, no movimento dos ventos, nos hábitos e talentos de cada animal, nas gravações de cada pedra, com a iluminação e calor do Sol, nas fases da Lua, nas trilhas das Estrelas. Procuro harmonizar-me com a Criação, para poder alcançar o Criador.
Praticando o xamanismo, encontro a senha para tornar possível o meu caminhar no Sagrado, transformando o meu ser, enxergando com os olhos de uma criança, voando como a Águia acima das nuvens negras da ignorância, protegendo com o Leão, o mesemente não for jogada à Terra; se você planta limão, não espere colher maçãs; se a terra não estiver boa, prepare-a; se a terra estiver seca, coloque água. Lembre de que não são todas as plantas que crescem em qualquer lugar, você não poderia plantar uma macieira no deserto, a não ser que ache um Oásis. Não podemos nos esquecer, também, de que uma planta pode sofrer o ataque de alguma praga, portanto devemos estar sempre atentos. Devemos analisar se realmente queremos uma macieira ou outro tipo de árvore. E, ainda, termos a consciência de que uma árvore leva mais tempo para crescer e maturar do que um arbusto.
Nós, que praticamos o Xamanismo, temos a responsabilidade de zelar pela Mãe Terra e por todas as suas Crianças, temos a missão da cura planetária, tanto no tocante a qualidade ambiental, como energética e espiritual. Jamais poderemos ser absolutamente saudáveis se vivermos num Planeta doente, nunca teremos paz enquanto irmãos estiverem em guerra, não evoluiremos se não fizermos a parte que nos cabe.
TERRA – SOL – LUA – ESTRELASO Sol, a Lua e as Estrelas, segundo Gênesis, são os iluminadores do firmamento, criados para iluminarem a Terra. representam a Luz Criadora, a Luz Refletida e a Luz Revelada. O Sol, participa da criação da Terra, é a Evolução Criadora. A Lua ilumina a escuridão da vontade humana, a matéria. As Estrelas orientam valores e verdades, espaço e tempo.
Mãe – TerraSempre temos ouvido notícias sobre a devastação do meio ambiente. O Homem definitivamente perdeu o sentido do Sagrado, esqueceu-se de que a Terra é nossa Mãe. O pior é que desconhece os efeitos das ações irresponsáveis que pratica com a natureza. Não tem consciência do crime que comete por interesses econômicos.
E, para isso estamos nós, novamente, para defender nosso Planeta, guerreando silenciosamente, através de preces e vibrações, procurando plantar uma semente de amor nos corações daqueles que não reconhecem sua Mãe, daqueles que lutam por um mundo ilusório, daqueles que não percebem a beleza da Criação.
A melhor maneira de agradar ao Criador, é respeitando, honrando, e preservando a sua Criação.
A Terra é um ser vivo. A Mãe que alimenta todas as criaturas. A Terra supre com suas substâncias nosso corpo físico. Recebe nossos corpos a cada vida e os acolhe a cada morte.
Como toda a mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças.
Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma Mãe Terra, concebidos da mente do Criador, devemos honrá-las, conscientes de sua missão no Plano Universal e nos harmonizarmos com todas elas para andarmos em equilíbrio na Nossa Mãe.
u Espaço Sagrado, abrindo o meu coração para o amor incondicional.
Nas minhas orações, não espero que nada caia do Céu, espero colher o que plantei. Aprendi que não somos vítimas de conseqüências, que podemos construir nosso futuro a partir de pensamentos, palavras e ações. Nenhuma árvore cresce se a Nós, do xamanismo, verdadeiramente amamos a Terra e todas as suas crianças.
A Matéria a seguir é de minha autoria (do Xamã ben Noach), sobre as